Gerenciamento de Projetos e Expertise
Somos capazes de nos adequarmos as necessidades dos nossos projetos? De entendermos os projetos e escolher líderes de projetos com a expertise adequada?

Há gerente de projetos e gerente de projetos. Há gerente de projetos para projetos críticos e gerente e gerente de projetos para projetos de baixo impacto. Há gerentes de projetos que se veem como juízes da situação que dizem “sim” ou “não” não as propostas que recebem da equipe. Há gerente de projetos que se veem como os próprios criadores de propostas relevantes. Há ainda os que se veem como “terceirizadores”. Definem metas, “delegam” as tarefas e responsabilidades para os “terceirizados”, sejam estes internos ou externos e ficam cobrando, fazendo presão para que as metas sejam atingidas. Há em contraste, os que nunca transferem a responsabilidade. Sentem que são os responsáveis finais pelo resultado do projeto como um todo.
Quem são os gerentes de projetos capazes de gerar resultados compatíveis com a expectativa que as organizações vivem hoje? Quem são aqueles que vão conseguir ajudar? Quem são aqueles que além de não ajudar, vão representar um obstáculo a ação necessária?
Por outro lado o que expertise? A “expertise” traz em si o princípio de se ter uma habilidade especial para executar uma atividade, de ser apropriado, o estado do conhecimento e experiência necessária para a condução de algo.
Se pudéssemos escolher um projeto ruim e começa-lo zero, como ele seria? Até que ponto ele seria diferente do original? O que não seria feito novamente? O que daríamos mais atenção e cuidado? O que faria de inovador e radicalmente diferente?
Quando pensamos desta forma, na possibilidade de fazer tudo de novo, de forma melhor, geramos um extraordinário referencial e passamos a perceber como estamos longe do ideal. Cria-se um referencial de grande valor para o modo como pensamos em gerenciar projetos – lições aprendidas.
Assim como há gerentes de projetos e gerente de projetos, há expertise e expertise. Existem aquelas em que levam a empresa sair ao mercado em busca de um profissional com as habilidades necessárias, experiências importantes e conhecimentos novos. Ou aquelas que a liderança vai atrás do perfil forte e executor, que tem histórico interno, moral e respeito da equipe. Existe ainda as situações em que se investe em uma promessa, acredita no profissional e lhe dá a chance de “se fazer” e acontecer.
Como sabemos há expertise e expertise. Onde estamos em nossa organização? Somos capazes de nos adequarmos as necessidades dos nossos projetos? De entendermos os projetos e escolher líderes de projetos com a expertise adequada?
A propósito: Nossa organização vem investindo em para desenvolver que tipo de gestores de projetos?
Texto adaptado do artigo publicado na coluna Estratégia, por Oscar Motomura, da revista Época negócios Maio de 2009 | n° 27. O original pode ser lido em: http://www.epocanegocios.com.br/motomura

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