O Preço a Ser Pago
O custo pode ser alto para companhias que não veem a ligação entre negócios e gerenciamento de projetos.

Quando a gestão de projetos passou a fazer parte da estratégia de negócio, muitas empresas que não se adequaram a isso pagaram um preço alto. As empresas não entenderem o “negócio” envolvido na gestão de projetos.
Existem vários exemplos desta decisão equivocada em não tratar a gestão de projetos como parte integrante do negócio da empresa.
Favorecendo a tática sobre a estratégia. Muitas empresas se preocuparam em executar o projeto de maneira correta ao invés de executar o projeto correto.
Há muito mais em risco no processo de seleção de um projeto do que na execução do projeto. O projeto tem que estar alinhado com a estratégia da empresa a fim de garantir que seu sucesso traga benefícios reais para os planos da organização. Projetos sem um propósito significativo para os resultados da empresa é uma enorme perda de tempo e dinheiro.
Selecionado projetos amadoramente. O real valor econômico e estratégico dos projetos só pode ser apropriadamente estabelecido através de cuidados avaliação. Constantemente a proposição de projetos tem acontecido com base na percepção empírica – Isso parece bom! – Mas depois, com o tempo e resultados, isso não parece tão bom assim. A razão para isso é bem simples: Análise de investimento em projetos é mais complexa e abrangente do que aparenta a primeira vista. Riscos imprevistos podem afundar uma boa ideia Neste caso isso acontece porque, simplesmente não houve uma análise adequada.
Assumindo datas irreais sem o planejamento do projeto. Conhecido como “empacotamento do tempo” ou a síndrome de datas impossíveis, esta é uma prática particularmente nociva, que ainda é muito comum no dia-a-dia do gerente de projetos. A determinação de prazos e datas de conclusão do projeto deve ser feita cuidadosamente pela equipe de projetos e sua gerência. Muitos executivos aparentemente acreditam que é parte do seu trabalho determinar a data em que um projeto irá entregar um resultado ou até mesmo o dia em que o projeto irá terminar, isso sem um avaliação consistente do que precisa ser feito. Nestas situações acaba-se determinando a data em que o projeto irá morrer ao invés da data em que será concluído. O resultado de tudo isso? Obviamente a crônica prática de perder marcos do projeto. Não se esqueça de outras consequências como: retorno econômico insatisfatório, frustação e esgotamento da equipe.
Reconhecendo a oportunidade. Todos estes cenários indicam que o caminho para a sustentabilidade do negócio deve ser através da gestão profissional e de qualidade. Nenhum dos cenários descritos podem ser mudados seguindo os “típicos” padrões de gerenciamento de projetos. Como um gerente de projetos entendedor do negócio temos que assumir um papel determinante e buscar uma mudança efetiva. Sem que for observado práticas perigosas é necessário que o gestor de projetos assuma a situação e traga a atenção para as consequências e indique a apropriada direção.

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Todos os tópicos comprometem definitivamente um projeto, mas nos casos práticos em que participei, dou uma enfase maior ao comprometimentos com datas irreais. A alta administração se compromete e vem com a famosa frase “façam acontecer!” ou “vamos buscar essa meta!”. Tudo bem, acredito que todos devem agir ativamente, e se comprometer com metas, porém, realistas.
Um grande abraço.
Carlos Fabiano L. Rodrigues
http://gpnapratica.wordpress.com
http://twitter.com/pmpratice
Concordo com o Carlos quanto à enfase nas datas irreais. Determinar uma data sem ter uma básica noção do trabalho a ser executado é uma atitude no mínimo irresponsável.
Favorecendo a tática sobre a estratégia achei bastante interessante. E importante! Acredito que nesses tempos de crise não adianta muito executar um projeto “tudo nos conformes” sendo que o mesmo não agrega valor a empresa. O negócio e a TI devem estar alinhados! Por isso que algumas empresas já adotam a prática de eleger um “ponto focal” da área estratégica para definir o prosseguimento ou não do projeto. Sem falar que os profissionais envolvidos ficam mais motivados por saber que estão ajudando a empresa a crescer.
Forte Abraço!
Renato Borges
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